Para ter credibilidade, comprometimento com a mídia deve ser de 24 horas
PARA TER CREDIBILIDADE, COMPROMETIMENTO COM A MÍDIA DEVE SER DE 24 HORAS
Para a opinião pública, não basta ''parecer'', tem que ser. Com essa frase, Marília Stabile, diretora-geral da CDN, empresa de análise e tendências, abriu a sexta apresentação, intitulada "Análise da mídia: a comunicação comprometida com resultados" neste primeiro dia do 12º Congresso de Comunicação Corporativa, realizado no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Para ela, a construção de uma imagem deve convir com o que a empresa propõe e atender à demanda de seus clientes, uma vez que, atualmente, a opinião pública consegue se articular com maior facilidade, ter com mais clareza uma ideia sobre o que procura em uma empresa ou um produto e questioná-la com maior ênfase a respeito de tudo o que lhe interessa. A nova visão que o público conseguiu desenvolver deve-se em grande parte às novas mídias, que possibilitaram maior democratização entre a sociedade. Agora, se isso vale para as informações, o mesmo não se pode dizer em relação à publicidade. Segundo pesquisas feitas nos anos de 2003, 2005 e 2008, esta continua em alta junto às mídias impressas, mas, comparada com a internet, sua credibilidade chega a cair 25%. "Por maior que seja a difusão de uma determinada mídia, se ela não consegue passar credibilidade para seu usuário, perde seu sentido e seus objetivos", disse Marília, para quem a credibilidade é fundamental nesta relação empresa/público. "Para se ter um bom resultado, deve-se trabalhar 24 horas por dia e ter sempre a competência, a legitimidade e a legalidade como princípios para se formar uma boa imagem", complementou. Além disso, é necessário ter um bom relacionamento com o cliente, uma boa sondagem jornalística e pesquisas com executivos, sem nunca esquecer que "a mídia é uma sala de visitas, onde todos os públicos se encontram para debater".
Texto de Mariana Carvalho Alves
<28/05/2009 17:24:44>
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