Bengala Branca: um símbolo da autonomia para os cegos
Bengala Branca: um símbolo da autonomia para os cegos
Dia da Bengala Branca, comemoração de um dos símbolos da habilidade de ir e vir da pessoa cega ou baixa visão.
O dia 15 de Outubro é o Dia Mundiall da Bengala Branca, símbolo de independência, liberdade e confiança das pessoas cegas. Estabelecido pela Federação Internacional de Cegos, em 1970, este dia tem como objetivo reconhecer a independência das pessoas cegas, sua plena participação na sociedade, a sua utilização permite ao deficiente visual movimentar-se livremente.
A conhecida bengala branca é utilizada por deficientes visuais em muitos países. Sua história começou em 1921 quando James Biggs, fotógrafo de Bristol, Inglaterra, ficou cego depois de um acidente. Por se incomodar com a quantidade de trânsito que havia perto da sua casa, ele pintou sua bengala de branco para ficar mais visível. Hoje a Bengala Branca é amplamente aceita como "símbolo da cegueira", e vários países têm regras distintas relacionadas ao que constitui uma "bengala para cego".
Para comemorar esta data a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que ensina desde 1958 os deficientes visuais a utilizarem a bengala branca, a instituição fará vivências sobre as questões da mobilidade das pessoas com deficiência visual, orientadas por profissionais e pessoas com deficiência visual, com o objetivo educativo. O público terá a oportunidade de experimentar e conhecer a técnica de utilização da bengala, poderá ainda aprender como conduzir adequadamente e com segurança a pessoa com deficiência visual, e mostrar ao público em geral sobre a importância das percepções dos demais sentidos. Participará do evento a presidente emérita e vitalícia da instituição, Dona Dorina Gouvêa Nowill.
O evento acontecerá no vão do MASP, na Avenida Paulista, das 11h às 15h. A comemoração pretende enfatizar não só o que a bengala em si mesma traz para a socialização da pessoa com deficiência, mas também para despertar toda a sociedade para as questões da igualdade de oportunidades e da inclusão social dos deficientes visuais.
SERVIÇO Comemoração do Dia Mundial da Bengala Branca em 15 outubro de 2008 Local de encontro e atividades: Vão livre do Masp Horário: das 11h às 15h
Sobre a Fundação Dorina:
Há mais de 62 anos, a Fundação Dorina trabalha para facilitar a inclusão social de pessoas com deficiência visual, por meio de produtos e serviços especializados. A produção de livros e revistas acessíveis permite às pessoas cegas e com visão subnormal acesso ao mundo do conhecimento e informação. Diariamente, são produzidos na sede da instituição livros didáticos, paradidáticos, best-sellers e obras literárias em áudio e no Sistema Braille, e livros acadêmicos e de referência no formato Digital Acessível que são distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 1.700 de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. E oferece ainda, gratuitamente, programas de atendimento especializado ao deficiente visual e a sua família, nas áreas de avaliação e diagnóstico, educação especial, reabilitação e colocação profissional. Só em 2007 foram realizados mais de 17 mil atendimentos.
SAIBA MAIS
O que fazer quando encontrar uma pessoa cega
No convívio com deficientes visuais, deve-se agir com naturalidade, pois eles apresentam as mesmas características de qualquer ser humano, ou seja, eles PODEM CONVIVER SOCIALMENTE, estudando, trabalhando, tornado-se pessoas auto-suficientes.
è Ao andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure em seu braço. Não a empurre: pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer.
è Ao estar com ela durante a refeição, pergunte se ela quer auxílio para cortar a carne, o frango ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato.
è Ao auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em LINHA RETA, senão ela poderá perder a orientação.
è Se ela estiver sozinha IDENTIFIQUE-SE SEMPRE ao aproximar-se dela. Nunca empregue brincadeiras como: “adivinha quem é?”.
è Ao orientá-la a sentar-se, coloque a mãe da pessoa cega sobre o braço ou encosto da cadeira e ela será capaz de sentar-se facilmente.
è Ao observar aspectos inadequados quanto à sua aparência, não tenha receio em avisá-la discretamente a respeito de sua roupa (meias trocadas, roupas pelo avesso, zíper aberto, etc.)
è Ao orientá-la, dê direções de modo mais claro possível. Diga DIREITA ou ESQUERDA, de acordo com o caminho que ela necessite. NUNCA use termos como “ali”, “lá”.
è Se conviver com uma pessoa cega, NUNCA deixe uma porta entreaberta. As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Conserve os corredores livres de obstáculos. Avise-as se a mobília for mudada de lugar.
è Se você for a um lugar desconhecido para a pessoa cega, diga-lhe, muito discretamente onde as coisas estão distribuídas no ambiente e quais as pessoas presentes. Se estiver uma festa, veja se ela encontra pessoas para conversar, de modo que se divirta tanto quanto você.
è Ao apresentá-la a alguém, faça com que ela fique de frente para a pessoa apresentada, impedindo que a pessoa cega estenda a mãe, por exemplo, para o lado contrário em que se encontra essa pessoa.
è Ao conversar com uma pessoa cega, fale sempre diretamente e NUNCA por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou MELHOR QUE VOCÊ. NÂO EVITE as palavras “ver” e “cego”: use-as sem receio.
è Ao afastar-se da pessoa cega, AVISE-A PARA QUE ELA NÃO FIQUE FALANDO SOZINHA.
<10/10/2008>
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